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Orçamento com inteligência artificial

Orçamento de obra com IA: do briefing à planilha revisada

No ViggaIA, a inteligência artificial faz o trabalho braçal do orçamento: entende a obra pela conversa, lê a planta em PDF, monta a EAP e precifica pelas composições da construtora. Os números saem da base da própria empresa, com a origem à vista, e o orçamentista revisa tudo antes de a proposta sair.

Atualizado em 2 de outubro de 2026 · Spartan TI

O que a IA resolve no orçamento de obra

Quem orça obra conhece o roteiro: abrir um orçamento antigo parecido, copiar a estrutura, levantar quantidades na planta, procurar uma composição para cada serviço, corrigir preços defasados e conferir se o custo por metro quadrado faz sentido. Boa parte dessas horas não exige julgamento de engenharia, exige paciência. É essa parte que a IA consegue acelerar.

O cuidado está em onde ela busca os números. Um assistente genérico, perguntado sobre o custo de uma casa, devolve uma média sem data-base, sem UF e sem padrão de acabamento. No ViggaIA a divisão de trabalho é outra: os valores vêm sempre do banco de dados da construtora (obras anteriores, composições e cotações) e a IA cuida da estrutura, das perguntas e do texto. Quando falta um dado, o sistema avisa em vez de inventar.

Como o ViggaIA monta o orçamento, passo a passo

  1. Briefing por texto ou por voz

    Você descreve a obra do jeito que o cliente contou, digitando ou falando: “casa térrea de médio padrão, 180 m², três quartos sendo uma suíte, em Vila Velha”. O ViggaIA identifica tipo de obra, área, padrão, UF e prazo e pergunta só o que muda o preço, como fundação, cobertura, esquadrias, pavimentos e área externa. Cada pergunta vem com respostas prontas para tocar. Se ninguém sabe ainda, a opção “Não sei — use o padrão” aplica o padrão das obras parecidas, registra a escolha nas premissas e a conversa segue.

  2. Faixa de custo pela base histórica, corrigida pelo INCC

    Assim que existem tipo de obra e área, aparece a estimativa preliminar: a faixa de custo direto por metro quadrado das obras semelhantes da própria empresa, com 1º quartil, mediana e 3º quartil do orçado e, quando houver, do realizado. Os valores antigos são trazidos para hoje pelo INCC, mês a mês. O critério começa estreito (mesmo tipo, padrão e UF); com menos de três obras assim, ele se abre para tipo e padrão e, depois, só para o tipo, e a tela diz qual critério foi usado.

  3. Leitura da planta e do memorial em PDF

    Anexe a planta baixa e o memorial descritivo em PDF. A IA lê ambientes, áreas e esquadrias e transforma isso em quantidades: piso por cômodo, perímetro para parede e rodapé, contagem de portas e janelas. Se o projeto estiver em DXF, os cômodos desenhados como polilinhas fechadas também podem ir direto para a aba Ambientes do orçamento, como explicamos em como visualizar DWG e DXF online.

  4. EAP sob medida, com memória de cálculo

    A estrutura analítica sai conforme o tipo de obra: um galpão ganha piso industrial, fechamento lateral e cobertura metálica; uma casa ganha fundação, alvenaria, instalações e acabamentos por ambiente. Cada item traz a memória de cálculo da quantidade, para quem revisa conferir de onde veio cada número sem refazer a conta.

  5. Preço pelas composições da empresa

    Cada serviço é casado com uma composição do catálogo da construtora, própria ou de referência (SINAPI, SUDECAP ou SEINFRA). Quando a composição é equivalente e não idêntica, a adaptação fica anotada no item. Sem composição, entra o preço histórico da empresa corrigido pelo INCC. O que não tem nem uma coisa nem outra fica marcado como “sem preço na base — revisar”, em vez de receber um valor inventado.

  6. Versão que cabe no bolso

    Quando o cliente tem um teto de investimento, o ViggaIA gera uma segunda versão que cabe nesse valor, mantendo o que foi pedido (área, ambientes e escopo principal) e ajustando especificações. Você compara as duas e decide o que apresentar.

  7. Revisão na planilha

    O resultado abre na planilha do orçamento, com cara de Excel e cronograma gerado pela produtividade das composições. Ali o orçamentista ajusta o que quiser e pode pedir ao copiloto uma auditoria de preços, uma análise de risco e de margem, sugestões de engenharia de valor ou a checagem de etapas que faltaram na EAP. O BDI sai pelo assistente das faixas do TCU; para entender a conta, veja como calcular o BDI de obra pelo Acórdão TCU 2622/2013.

Os rascunhos ficam salvos no servidor: dá para parar uma conversa e retomar depois, em outro aparelho. E a geração do orçamento continua mesmo se a internet do escritório cair no meio.

O orçamento gerado abre para revisão, com custo, BDI, valor final e o copiloto ao lado.

De onde vem cada número

Para o orçamento ser defensável diante do cliente ou de uma auditoria, cada valor precisa ter origem conhecida. Esta é a regra do ViggaIA:

InformaçãoDe onde vem
Faixa de custo por m²Obras anteriores da construtora (orçado × realizado), corrigidas pelo INCC
QuantidadesConversa, planta e memorial em PDF e ambientes do DXF, com memória de cálculo em cada item
Preço unitárioComposições próprias e de referência; na falta delas, preço histórico corrigido
Preço de insumo cotadoCotação do fornecedor aplicada ao item, com a origem registrada
BDI e encargos sociaisParâmetros da empresa e assistente pelas faixas do Acórdão TCU 2622/2013
Índices e preços de mercadoBusca na web feita pelo assistente “Pergunte ao ViggaIA”, sempre com a fonte

Toda edição feita depois fica no histórico do orçamento, com quem mudou, quando, o valor anterior e o novo, e pode ser desfeita.

Na planilha, o orçamentista revisa quantidades e composições; o cronograma sai da produtividade de cada serviço.

Limites honestos: o que a IA não faz

IA no orçamento acelera, mas não assina a obra. Antes de adotar qualquer ferramenta, vale saber o que ela não faz:

Para quem faz sentido

O ganho é maior em construtoras que repetem tipologias (casas, prédios residenciais, lojas, galpões e reformas) e já têm orçamentos antigos guardados em planilhas. Na implantação, a Spartan TI importa esses orçamentos com o orçado e o realizado, mesmo fora de um modelo fixo, e é essa base que alimenta a faixa de custo e os preços históricos.

Para obras maiores, com equipes alocadas mês a mês, o mesmo orçamento pode ser montado por equipes (mão de obra direta e indireta, equipamentos e mobilização), com encargos e BDI detalhados, como mostramos em software de orçamento de obras com SINAPI. Para conferir parâmetros à mão, há a calculadora de BDI e a calculadora de encargos sociais.

Depois de aprovado pelo cliente, o orçamento vira obra sem redigitação: etapas, cronograma e custo previsto passam para a gestão, e o encarregado lança o andamento pelo celular, mesmo sem internet no canteiro.

Perguntas frequentes

Orçamento com IA, sem rodeios

A IA substitui o orçamentista?

Não. Ela faz o levantamento inicial, monta a EAP e precifica pelo catálogo da empresa, mas cada linha chega para revisão. O orçamentista ajusta quantidades, troca composições, define o BDI e só então envia a proposta ao cliente.

Preciso ter base histórica para começar?

Não para orçar: a EAP e os preços saem das composições cadastradas. A base histórica é o que dá a faixa de custo por metro quadrado e os preços históricos corrigidos pelo INCC. Quanto mais obras com orçado e realizado, mais estreita e confiável fica a faixa.

Que arquivos a IA consegue ler?

PDF de planta baixa e de memorial descritivo, além de áudio no briefing. Projetos em DWG e DXF abrem no visualizador do sistema, e os cômodos de uma planta DXF desenhados como polilinhas fechadas vão para a aba Ambientes. Planilhas de Excel antigas entram pela importação, inclusive fora de um modelo fixo.

Qual inteligência artificial o ViggaIA usa?

Por padrão, os modelos GPT-6 da OpenAI. A construtora pode escolher outro modelo ou trocar de provedor para Claude, Gemini ou Grok, com a própria chave, guardada cifrada. O gasto aparece no sistema em dólar, por recurso, por modelo e por dia, com a projeção do mês.

Os dados da construtora ficam expostos ao provedor de IA?

O ViggaIA envia ao modelo só o contexto de cada tarefa (dados da obra e preços; nome de cliente apenas quando a tarefa exige) e usa a API sem retenção dos dados no provedor. No banco, cada empresa tem os dados separados das outras, e o acesso pode exigir login em duas etapas.

O orçamento gerado pela IA sai em Excel?

Sim. Depois da revisão, o orçamento exporta para Excel nos formatos sintético, analítico e completo, este com as abas ligadas por fórmulas. A proposta comercial sai em PDF com a marca da construtora e pode ser aprovada pelo cliente item a item, por link.

Orce a próxima obra com a IA e com os seus números

Mostramos o orçamento com IA, a planilha, o BDI e a passagem para a obra usando um exemplo parecido com o que a sua construtora faz.